Hoje: lançamento do livro “Pedagogia do Esporte: Descobrindo Novos Caminhos”

30/07/2010

Será lançado hoje, dia 30/07, o livro Pedagogia do Esporte: Descobrindo Novos Caminhos, fruto dos estudos e pesquisas do prof. Renato Sampaio Sadi. O lançamento será no Centro Social e Cultural do 11º BIMth (Rua Hermílio Alves), às 20h. Outras obras também estarão sendo lançadas, como parte da programação do XXIII Inverno Cultural da UFSJ

Resenha
A quem interessa o esporte como pedagogia? Certamente a muitas pessoas. O que ensinar e como ensinar sempre foram questões complexas para os professores. Dada a abrangência da atual sociedade, a educação esportiva torna­‑se uma importante ferramenta em variadas situações da vida e do trabalho. No interior da Educação Básica, a Educação Física trata o esporte como conteúdo curricular, atividade complementar, performance, estética, lazer e cultura, atuando com diversas metodologias de ensino. Neste livro, o método é o próprio jogo. O universo do jogo permite ilações com o universo do esporte. Permite também novas possibilidades criativas, tanto por parte dos professores como por parte dos alunos. O ensino de esporte por meio de jogos é apresentado aqui como possibilidade metodológica que deve ser planejada, construída, experimentada, avaliada e discutida pelos interessados.

Fonte: Icone Editora


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22/07/2010

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Projeto da Educação Física recebe destaque no portal da UFSJ

15/07/2010

A ASCOM publicou uma notícia no portal da UFSJ destacando o projeto Educação Física para portadores de necessidades especiais: uma proposta de intervenção junto aos alunos da Apae de São João del-Rei, coordenado pelos professores Andréa Carmen Guimarães e Kleber do Sacramento Adão. A notícia pode ser lida clicando aqui.


Relato de evento: V CBAA

15/07/2010

Um dos espaços previstos no EFUFSJ é destinado ao relato de participações em eventos científicos. Cabem aqui participações e apresentações de trabalhos em congressos, seminários, semanas acadêmicas, etc. Estou, inclusive, no aguardo de que alguém me envie o relato do evento de educação física escolar da Unesp/Rio Claro.

Este que vos escreve esteve no V Congresso Brasileiro de Atividades de Aventura, ocorrido no CENFORPE de São Bernardo do Campo – SP entre 1 e 4 de Julho. O evento foi realizado e organizado pela Prefeitura de São Bernardo do Campo, junto ao LEL – Laboratório de Estudos do Lazer, do Departamento de Educação Física do Instituto de Biociências da UNESP – Campus Rio Claro.

O congresso foi muito rico em seus debates e discussões. Fiquei surpreso pela quantidade e qualidade de estudos em torno do tema das atividades de aventura e pela multiplicidade de abordagens. Destaco, como ponto alto, a palestra do francês David Le Breton, antropólogo e sóciologo, professor da Universidade de Estrasburgo. A palestra teve como tema “Entre o urbano e a natureza: a inclusão na aventura” (mas na verdade sua fala foi mais um resumo de suas obras mais recentes). Destaco, também, os grupos temáticos de discussão, cujos temas abordados foram aqueles que mais se pronunciaram ao longo dos primeiros dias do congresso: “atuação e formação profissional para a aventura” (mediado por Dimitri Wuo Pereira) e “imaginário e representações sociais da aventura” (com a presença de Gisele Schwartz, Vera Costa e mediado por Marília Bandeira), sendo que participei desse último.

Apresentei um trabalho na forma de pôster (I.C., orientado pelo Kleber Adão) - “Competição e lazer no esporte: aliados ou rivais? Um estudo sobre a prática dos ciclistas competitivos amadores de São João del-Rei-MG”. A UFSJ também foi representada no evento pelo mestrando em psicologia Fulvio Valeriano, que também apresentou um trabalho, intitulado “Perfil da percepção de vida com relação a eventos futuros, idade, tempo de experiência de praticantes de orientação pedestre”.

O próximo Congresso Brasileiro de Atividades de Aventura será em Pelotas-RS, no próximo ano.


Já fez a sua inscrição periódica?

10/07/2010

A primeira etapa da inscrição periódica para o segundo semestre de 2010 começou domingo, dia 04, e se estenderá até o dia 18 de julho. Como de praxe, a inscrição é realizada pela intranet e consiste de até três etapas.

Para esse semestre teremos, aparentemente, as seguintes opções de disciplinas eletivas no curso de Educação Física:

- Gênero e Educação Física – Profª. Elaine

- Pedagogia do Esporte – Prof. Renato


Entrevista: Robert Stebbins (Universidade de Calgary – Canadá)

07/07/2010

Inauguramos o espaço de entrevistas do EFUFSJ apresentando uma breve conversa com o professor canadense Robert A. Stebbins, do departamento de sociologia da University of Calgary, no Canadá. Nascido em 1938 nos Estados Unidos (naturalizado canadense em 1980), doutourou-se em Sociologia em 1964 na Universidade de Minnesota. Já lecionou em diversas universidades norte-americanas. Além disso, presidiu algumas associações científicas ligadas à sociologia e ao lazer no Canadá.

O prof. Dr. Stebbins começou a se envolver com as pesquisas em lazer em 1973, quando começou sua extensa pesquisa com amadores de diversas categorias (músicos, esportistas, atores, astrônomos, arqueólogos, etc.). a partir de 1982, começou a publicar o que seria a base de sua concepção de lazer: a perspectiva do lazer sério. Essa perspectiva abrange aquelas pessoas que se dedicam com seriedade a algumas atividades de lazer, investindo em sua prática e se desenvolvendo dentro dessas atividades. Stebbins classifica três categorias para o lazer sério: o amador, o hobbista e o voluntário social. Robert Stebbins já publicou 37 livros e vários outros artigos e demais publicações.

Confira abaixo a entrevista, que foi realizada por e-mail:

EFUFSJ: Como o senhor desenvolveu a perspectiva do lazer sério? Podemos dizer que ela é contrária a outras perspectivas e teorias?

Robert Stebbins: A perspectiva do lazer sério (PLS) é uma concepção que sintetiza três principais formas de lazer: sério, casual e planejadas*. Como eu ampliei os meus interesses de investigação entre os lazeres sério, casual e planejadas, percebi que os três tipos são relacionados uns aos outros de muitas maneiras e que um quadro mais abrangente seria necessário para definir esses caminhos. Por exemplo, uma atividade de lazer casual pode ser tão interessante que o participante poderá querer continuar a experiência, decidindo levá-la como um hobby. E a pesquisa mostrou que uma atividade de lazer sério pode ser intensa, gerando uma necessidade de descanso entre seus participantes. Esse descanso pode ser dado através de uma atividade definida como lazer casual.
A PLS tem crescido, em parte, mediante a incorporação de algumas outras perspectivas e teorias. Entre elas, a teoria do fluxo, a especialização recreacional e a experiência adquirida pelo lazer. Com a PLS, estamos tendendo a uma teoria geral de lazer, integrando as três formas (sério, casual, etc) a uma variedade de teorias especializadas. A principal contribuição inicial da distinção casual/sério foi mostrar que o lazer não é um fenômeno uniforme, ou seja, o lazer varia consideravelmente, como mostrado pelo mapa PLS.

EFUFSJ: O senhor acredita que a PLS está plenamente desenvolvida ou ainda existem muitas possibilidades de contribuições para esta perspectiva?

Stebbins: Suspeito que a SL  sempre necessitará uma nova revisão, pois o mundo do lazer está em constante mutação. Assim, as pessoas perdem o interesse em certas formas mais antigas de lazer, enquanto muitos outros interesses novos estão nascendo. Olhe para todas as novas possibilidades com base em computadores e eletrônica. Será que essas mudanças podem afetar a lista de tipos e subtipos de lazer identificados na PLS? Isso pode acontecer. Por exemplo, o lazer planejado foi acrescentado apenas em 2005. Antes, eu havia utilizado a expressão “atividade aeróbia prazerosa”, em 1994. Shen e Yarnal (Leisure Sciences, 2010) têm questionado o vínculo estabelecido entre o lazer sério e o casual. Enquanto continuarmos a usar uma metodologia exploratória, deveremos ser capazes de descobrir, ao longo do tempo, novos conceitos e proposições. Dito isto, devemos também realizar rotineiramente pesquisas que confirmem essas idéias e proposições estabelecidas, para determinar sua validade e sua distribuição na população. A PLS provavelmente também sofrerá mudanças com uma aplicação internacional. Se o lazer é um elemento cultural universal, a PLS deve refletir essa condição fundamental do ser humano.

EFUFSJ: O senhor encontrou resistência ao propor a PLS?

Stebbins: Nenhuma resistência (de que tenho conhecimento) contra a PLS. Houve uma recepção variada à idéia de lazer sério quando foi introduzida, por volta de 1980. A proposição inicial de 1982 do lazer sério, publicada na Pacific Sociological Review, havia sido anteriormente rejeitada em uma edição especial sobre lazer da Social Forces, publicada na mesma época. No entanto, os estudos do lazer acolheram rapidamente a idéia do lazer sério/casual, com entusiasmo e em escala internacional.

EFUFSJ: Na sua opinião, qual é o estado da arte dos estudos de lazer na América do Norte e ao redor do mundo?

Stebbins: Eu acredito que os estudos do lazer estão se expandindo muito bem em muitas partes do mundo, onde há liberdade e financiamento para pesquisa básica e aplicada. A organização World Leisure está financeiramente saudável. As conferências e congressos realizadas por organizações como ANZALS, LSA e CALS são sempre bem sucedidas, assim como o Simpósio de Pesquisa da NRPA. Temos agora sete jornais de língua inglesa exclusivamente dedicados à informação e dados sobre a teoria do lazer. Vários outros estão sendo publicados em outros idiomas. Como prova adicional, o site da PLS, lançado em abril de 2006, recebe em média 130 acessos por semana, contra uma média de 25 ou menos em 2006. O crescimento das pesquisa em lazer é especialmente forte na China, Taiwan, Coréia e Japão. Porém, é relativamente fraca nos países escandinavos, na Rússia e em seus antigos satélites. Além disso, não conheço nenhum trabalho sobre lazer no mundo islâmico.

EFUFSJ: Professor Stebbins, alguma outra consideração?

Stebbins: O século XXI pertence ao lazer. Haverá, naturalmente, sempre o trabalho, mas este é cada vez mais desagradável e existirá porque as pessoas precisam ganhar a vida. É no seu tempo livre que as pessoas podem desenvolver uma identidade distinta, contribuir substancialmente para suas comunidades, e até mesmo inventar novas maneiras de pensar sobre a vida e encontrar a realização pessoal e prazer. Mais e mais pessoas estão se esforçando para encontrar um estilo de vida equilibrado e positivo que maximize o interessante lazer e minimize o desagradável trabalho e as demais obrigações no não-trabalho. Assim, a pessoa a ser observada neste século é homo otiosus (o homem do lazer), e não o homo faber (o homem do trabalhado). O homo otiosus inclui o homo ludens (o homem do lúdico – lazer casual) e o homo voluntas (homem do voluntariado).

O EFUFSJ agradece à atenção concedida pelo professor Dr. Robert Stebbins.

*Alguns termos mostram-se de difícil tradução. Enquanto “lazer sério” já foi usado em alguns textos nacionais, ainda não encontrei a melhor tradução para a expresão cujo original é “project-based leisure”. Nesse caso, utilizo “lazer planejado”.


Como postar uma nota no Blog?

05/07/2010

Como sugestão do prof. Laércio, posto aqui a dica: como expressar sua opinião  ou notícia aqui no blog?

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